3ª Terça XHub provoca reflexão sobre inovação que gera resultados

A noite de 18 de agosto marcou o início de um novo ciclo para a comunidade da 3ª Terça XHub – Happy Hour. Depois de completar seu primeiro ano de atividades em julho, o projeto iniciou oficialmente seu Ano 2 reunindo empresários, gestores, empreendedores e lideranças para mais uma noite de conhecimento, relacionamento e networking no XHub 1, em Caxias do Sul.
Na 13ª edição do encontro, o convidado foi Léo Vitor Redondo, Innovation Expert da Round, que apresentou a provocadora palestra “Inovação ou Teatro Corporativo? Quando a linha de custo vira linha de receita”.
Especialista em inovação corporativa com mais de 20 anos de trajetória, Léo atua na construção de estratégias capazes de transformar inovação em resultados mensuráveis para corporações, startups e o setor público. Ao longo da carreira, desempenhou funções como executivo, consultor, advisor e líder de estratégia de negócios, além de acumular experiências em organizações como Randoncorp, MJV Innovation, Box1824, weme, Echos, Fahrenheit e Semente Negócios e em projetos envolvendo grandes empresas e instituições.
A palestra trouxe para o centro da discussão uma pergunta que provoca diretamente quem trabalha com inovação: se encerrássemos hoje todas as iniciativas de inovação de uma empresa, quantas delas realmente provocariam uma queda nos resultados? A partir dessa reflexão, Léo mostrou que estar em movimento não significa, necessariamente, estar avançando.
Durante o encontro, o palestrante contrapôs aquilo que chamou de “teatro da inovação” à inovação capaz de efetivamente transformar negócios. Workshops, hackathons, ideias geradas, pitches, eventos e projetos-piloto podem demonstrar atividade, mas não são suficientes para comprovar resultado.
Na prática, a inovação acontece quando essas iniciativas avançam para modelos validados e escaláveis, conquistam clientes reais, geram receita e margem e produzem alguma mudança econômica relevante para a organização. Como sintetizado durante a apresentação: “movimento não é progresso”.
Outro aspecto importante apresentado por Léo foi a própria compreensão sobre o que significa inovar. Uma ideia, por melhor que seja, não representa inovação enquanto permanecer apenas no campo das possibilidades. Para que a inovação aconteça, é necessário combinar ideia, implementação e resultado positivo de alto impacto.
Essa visão também amplia o conceito para além da tecnologia. Inovação pode estar em um novo produto, mas também em processos, políticas, canais, plataformas, estratégias de precificação e modelos operacionais. O elemento determinante está na capacidade de gerar uma transformação econômica concreta.
Ao longo da palestra, o público também foi convidado a refletir sobre conceitos como “teatro de ecossistema”, “teatro de IA” e “teatro de startups”, situações em que organizações podem acumular conexões, projetos, provas de conceito e iniciativas aparentemente inovadoras sem conseguir estabelecer uma relação clara entre essas atividades e os resultados efetivamente gerados para o negócio.
A mensagem foi especialmente pertinente para empresários e gestores: inovação não pode permanecer indefinidamente como uma linha de custo. Para ser sustentável dentro das organizações, precisa demonstrar sua capacidade de gerar eficiência, competitividade, receita, margem ou outras formas concretas de valor.
Agosto Laranja: o mês da transformação

A edição também inaugurou o Agosto Laranja na identidade da 3ª Terça XHub.
Neste mês, a cor foi escolhida para simbolizar a transformação: a energia de quem não aceita permanecer no mesmo lugar, provoca mudanças e transforma ideias em movimento.
O conceito dialogou diretamente com a palestra de Léo Vitor Redondo. Afinal, transformar não significa simplesmente fazer algo novo, mas fazer com que o novo produza algum efeito, gere valor e deixe algo diferente depois de sua passagem.
Foi a partir dessa reflexão que, ao final do encontro, o jornalista e comunicador Cleberson Portela realizou a leitura da tradicional Crônica do Mês, desta vez intitulada “Agosto Laranja: quando as luzes se apagam”.
Construída a partir de uma metáfora com o universo do teatro, a crônica levou para o encerramento da noite a provocação central da palestra: quando os eventos acabam, as apresentações terminam e as luzes se apagam, o que realmente permanece?
A reflexão contrapõe a inovação que fica bonita no PowerPoint àquela que chega ao caixa; aquela que rende aplausos àquela que produz resultado; e convida empresas e lideranças a observarem menos a quantidade de iniciativas realizadas e mais aquilo que efetivamente conseguiram transformar.
A 13ª edição da 3ª Terça XHub – Happy Hour abriu, assim, o segundo ano do projeto mantendo a essência que marcou seus primeiros doze encontros: criar um ambiente permanente para conhecimento, conexões, experiências e discussões relevantes para empresários e lideranças.
Mais do que iniciar uma nova sequência de encontros, o Ano 2 abre espaço para uma nova etapa dessa comunidade, reafirmando o compromisso da XPlay e do XHub em aproximar pessoas, provocar reflexões e criar conexões capazes de gerar novas oportunidades e resultados.
E agosto deixou uma pergunta que pode acompanhar cada empresário de volta para sua empresa: Estamos realmente inovando ou apenas parecendo inovadores?
Vale a pena ver de novo!
Se você não pôde participar desta edição ou deseja rever os principais insights compartilhados por Léo Vitor Redondo, a transmissão completa da palestra está disponível no canal da XPlay no YouTube.
▶️ Assista à palestra completa:
🟠 Crônica do Mês
Agosto Laranja: quando as luzes se apagam
Inspirada na palestra “Inovação ou Teatro Corporativo? Quando a linha de custo vira linha de receita”, de Léo Vitor Redondo
As luzes acendem.
O palco está pronto.
No telão, palavras bonitas:
Inovação.
Disrupção.
Futuro.
Transformação.
A plateia observa.
Alguém apresenta um projeto.
Todos concordam.
Alguns fotografam.
Outros publicam.
A reunião termina.
As luzes se apagam.
E amanhã?
O que mudou?
Essa talvez seja uma das perguntas mais incômodas que uma empresa pode fazer a si mesma.
Porque existe uma inovação que fica bonita no PowerPoint.
E existe aquela que aparece no caixa.
Existe aquela que rende aplausos.
E existe aquela que rende resultado.
Nem sempre são a mesma coisa.
Durante muito tempo, inovar pareceu significar ter uma grande ideia.
Hoje, talvez o desafio seja outro:
ter coragem de cobrar consequência das ideias.
O cliente percebeu?
O processo melhorou?
Alguém ganhou tempo?
Criamos uma receita que antes não existia?
Resolvemos um problema real?
Se nada aconteceu…
talvez tenhamos produzido apenas uma ótima apresentação.
E apresentações não pagam boletos.
Essa frase pode soar dura.
Mas empresas não vivem de intenção.
Vivem da capacidade de transformar intenção em entrega.
Talvez por isso exista algo fascinante na inovação verdadeira:
muitas vezes ela nem parece inovação.
Não tem palco.
Não tem fotografia.
Não tem frase de efeito.
Às vezes é uma mudança pequena no processo.
Uma conversa com o cliente que ninguém tinha feito.
Uma parceria improvável.
Um produto que nasce de uma dor antiga.
Uma pergunta que alguém finalmente teve coragem de fazer.
E então alguma coisa acontece.
Um custo diminui.
Uma experiência melhora.
Um cliente volta.
Uma oportunidade aparece.
Uma nova receita nasce.
Pronto.
A inovação saiu do vocabulário…
e entrou na vida da empresa.
Talvez o verdadeiro inimigo da inovação nem seja a falta de ideias.
Ideias existem aos montes.
O problema é o conforto.
É aquela cadeira corporativa onde sentamos para discutir durante meses aquilo que alguém poderia começar a testar amanhã pela manhã.
Porque toda empresa possui cadeiras.
Mas algumas acabam construindo poltronas.
Confortáveis demais.
Seguras demais.
Perigosas demais.
E ninguém muda um mercado acomodado numa poltrona.
Há momentos em que é preciso levantar.
Abrir a porta.
Conversar com quem pensa diferente.
Colocar a hipótese na rua.
Ouvir um não.
Voltar.
Corrigir.
Testar outra vez.
Até que aquilo que começou como possibilidade encontre alguém disposto a pagar por ela.
É nesse instante que uma coisa extraordinária acontece:
a inovação deixa de ser promessa e passa a ter valor.
Talvez seja essa a provocação que agosto deixa para nós.
Da próxima vez que alguém disser:
“Estamos inovando”…
não pergunte quantos projetos existem.
Não pergunte quantos eventos a empresa participou.
Não pergunte quantos post-its estão colados na parede.
Faça uma pergunta mais simples:
Onde está o resultado?
Se houver uma resposta…
continuem.
Se não houver…
talvez ainda estejamos no ensaio.
Porque, no mundo dos negócios, chega uma hora em que as luzes se apagam.
A plateia vai embora.
O discurso termina.
E sobra apenas aquilo que fomos capazes de construir.
É aí que descobrimos se estávamos inovando…
ou apenas fazendo teatro.
Matéria e Crônica: Cleberson Portela
Jornalista – MTB 19.384
Assessoria de Comunicação e Marketing da XPlay
Por Tela | Comunicação Criativa: (54) 92000-9400




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